Foi confirmada nesta sexta-feira, 22, a morte do apresentador Gugu Liberato, aos 60 anos. Na última quarta-feira (20) Gugu sofreu um acidente doméstico em sua residência em Orlando, nos Estados Unidos, e foi hospitalizado em estado grave. Segundo sua assessoria de imprensa, ele caiu de uma altura de cerca de quatro metros, quando fazia um reparo no ar condicionado no sótão, e sofreu uma lesão na cabeça, com sangramento intracraniano. “Em virtude da gravidade neurológica, não foi indicado qualquer procedimento cirúrgico. Durante o período de observação foi constatada a ausência de atividade cerebral”, diz o comunicado oficial divulgado nesta noite à imprensa. Gugu teve a morte cerebral confirmada pelo neurocirurgião brasileiro Guilherme Lepski, chamado aos Estados Unidos pela família.

O corpo de Gugu deverá chegar ao Brasil até quinta-feira (28), informou neste sábado (23) a assessoria de imprensa do apresentador.

Um dos motivos para a demora no traslado é que, segundo a família, Gugu expressou em vida o desejo de ser doador de órgãos. Só depois desse processo que o corpo será levado para o Brasil.

Carreira

Antônio Augusto de Moraes Liberato, conhecido como Gugu pelos brasileiros, nasceu em São Paulo, no dia 10 de abril de 1959. Filho de imigrantes portugueses, um caminhoneiro e uma vendedora de roupas, ele começou a trabalhar aos 12 anos de idade como office-boy de uma imobiliária. Foi coroinha e auxiliar de escritório enquanto sonhava com uma oportunidade na televisão.

A esperada porta na TV se abriu de modo surpreendente. Aos 14 anos, Liberato escrevia cartas para Silvio Santos sugerindo programas. “Mandei pelos Correios e não obtive respostas. Então, levei a carta em mãos, mas não me deixaram chegar perto”, contou Gugu durante o Domingo Show, da Record, em 2015. Para se aproximar do futuro patrão, ele se inscreveu em uma gincana do Programa Silvio Santos, apresentado, claro, pelo próprio Silvio, na Globo, em 1973. Gugu, então, entregou a carta ao ídolo. Sem outra resposta, voltou ao programa com uma segunda correspondência. Quando a entregou, Silvio o reconheceu e fez a proposta: “Você não quer trabalhar comigo?”. Assim, Liberato conseguiu seu primeiro trabalho na TV, como assistente de produção. Aos 19, chegou ao posto de produtor.

Em dúvida, cursou odontologia, antes de voltar a se dedicar à televisão e se formar em jornalismo pela Cásper Líbero, em São Paulo. Seu primeiro programa diante das câmeras foi em 1981 no antigo Sessão Premiada, do SBT. Em 1982, Silvio criou um programa aos sábados à noite, era o início do Viva a Noite, que deu vazão ao carisma de Gugu.

Da Globo ao Domingo Legal

Em agosto de 1987, aos 28 anos, no auge de Viva a Noite, Gugu assinou um contrato com a Rede Globo, porém em menos de sete meses – no Carnaval de 1988 – Silvio foi pessoalmente à sala de Roberto Marinho, dono da emissora carioca na época, pedir a liberação do apresentador para retornar ao SBT.

A proposta de Silvio era irrecusável, o salário do apresentador aumentou mais de dez vezes. Não deu tempo nem de estrear o novo programa na Globo. Gugu ficou com grande parte da programação dominical do SBT, em 1988, apresentando as atrações Passa ou RepassaCidade contra Cidade Roletrando.

Sua força na grade explodiu com o popular Domingo Legal, que estreou em 1993 mas se tornou líder de audiência do canal a partir de 1997 (na faixa entre 16h e 20h), competindo diretamente com o Domingão do Faustão, na Rede Globo.

O formato do programa era baseado em apresentações musicais e brincadeiras no palco com artistas. Entre os quadros mais marcantes estavam Táxi do Gugu, a disputa entre artistas Eles x Elas — com provas disputadas entre um grupo de homens e outro de mulheres famosos —, e a polêmica Banheira do Gugu, em que mulheres de biquíni juntamente com homens celebridades entravam numa banheira ensaboada para encontrar objetos sabonetes jogados ali.

Veja também

Comente via Facebook

comentários

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here