O pior não é está isolado, escondido, mas encarar aquilo que nem conseguimos ver a olho nu. Tudo vem acontecendo desde 2000, mas quase ninguém vem notando sinais que o mundo vem dando a todos nós. Talvez o que aconteceu em duas décadas, não aconteceu em mais de mil anos. Será que faz sentido o que diziam que dois mil seria o fim do mundo, mas que na verdade era só o começo do fim?

Temos tudo, mas não temos quase nada, pois não nós satisfazemos em tudo que temos, parece pouco, porém antes tínhamos quase nada e era tudo mais prazeroso.

Pouco se vêem fazendo algo para o bem geral. O mundo está sendo dominado pelo poder e só quando a vida geral corre risco é que passamos a reativar o instinto bom de seres humanos, mesmo que seja obrigado por uma lei.

A vida há um bom tempo se tornou virtual, e nessas modas aprendemos a viralizar tantas coisas, mas quando em modo real isso vira uma pandemia, notamos que nada aprendemos na nossa nova vida digital além de transmitir coisas que acaba não contribuindo em nada. Antes a pesquisa na biblioteca era mais proveitosa do que a da atual e genial feita no Google.

Já estamos achando ruim as normas de saúde em que temos de viver um longe do outro, até o toque representa um risco. Mas não era para estarmos acostumados com a distância física? Nós passamos mais tempo longe um do outro, mesmo estando perto, porque se preza mais pelas relações sociais das redes do que o que existe de verdade a nossa volta.

Recentemente, até a mentira se tornou algo comum. Aquilo que chamamos agora fake News já existia, só que com outro nome. E esse vírus virtual vem trazendo transtornos sérios e deixando muita gente com a memória do celular cheia de arquivos e a cabeça e o coração vazios, porque se habituou a ver o mais fácil. Será que é por isso que nosso senso crítico não é tão forte como era antes, quando se tinha pouco?

Nós morremos de medo das dores, por isso perdemos os valores das coisas. Parece que nem dinheiro rende mais. A vida anda correndo e parece que não conseguimos acompanhar. Note que até a semana não parece ter mais os 7 dias do calendário. Do domingo até a quarta passa rápido, e quando chega a quinta-feira é um pulo para o sábado de manhã.

O mundo diante do coronavírus parece está a frente de algo que à história já contou antes, mesmo com muitas informações passamos a priorizar os desejos e vontades ao invés do conhecimento e troca de ideias que podiam até nós tirar da mira do COVID-19.

Outro fato comum se torna bizarro é que hábitos normais de higiene hoje pode nos livrar do pior. Então vamos voltar e aprender tudo de novo? Lavar as mãos e comer bem para viver melhor… Educação é tudo, não é?

Agora sim, ninguém pode dizer que não tem tempo, pois o tempo agora vai invadir nossas casas com programações de TV, grupos de redes sociais e até que enfim as boas conversas para tirar o tal tédio. Saber porquê até o cérebro cansa quando não sabemos alimentá-lo da melhor forma. Ele sim acaba pegando o vírus mental que faz o corpo agir de forma errada.

Vamos fazer do nosso tempo de quarentena um momento marcante para transformar nossa vida em algo maior, para conseguimos distinguir o tamanho do maior morro do mundo e a menor partícula que pode até condenar nossa existência. Lembre-se tudo na vida tem dois lados, mas só notamos o lado bom quando paramos e refletimos.

O mundo que foi parado pelo Coronavírus ou o próprio planeta que nos parou agora para chamar nossa atenção?

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